A longa jornada


Finalmente tudo estava arrumado. Os cavalos haviam descansado, todos estavam alimentados e o sol ja começava a se firmar no céu. Era uma manhã agradável, apesar do frio que era trazido pela brisa da montanha. E em pouco tempo, a carroça estava de volta à estrada, cuja neblina se espalhava timidamente por entre as árvores...

Durante as primeiras horas, nada de excepcional ocorrera. A neblina continuava parcialmente densa, e a floresta parecia tranquila. Uns diriam que tranquila até demais. A carroça sacudia enquanto prosseguia pela trilha irregular, e vez ou outra os cavalos resfolgavam, fazendo pequenas nuvens de vapor sairem de suas narinas.

Pouco tempo depois, a floresta assumiu uma forma sinistramente familiar. A recordação da noite anterior torna-se clara, e é quase possível ouvir novamente os lamentos das crianças em suas mentes. A névoa parece agora bem mais densa, como se abraçasse a carroça lentamente. Os cavalos pareciam agitados, e por um momento, até o ar parecia parado naquele lugar bizarro...

Subtamente, a roda da carroça ficou presa. A terra estava molhada, e por mais que o cavalo se esforçasse, a carroça não saia do lugar...

E lentamente, a névoa adquiria uma forma cada vez mais densa...